Ano VII nº 106 -

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Mais um golpe na praça: seqüestro telefônico

Os bandidos inventaram mais uma forma de achacar os cidadãos de bem. A nova modalidade é o falso seqüestro, também conhecido como seqüestro virtual. O golpe tem versões variadas, mas na maioria das vezes o marginal liga para a casa de alguém – geralmente a cobrar - e informa que mantém um parente como refém e exige um resgate. Na verdade, ele está blefando com dados copiados da lista telefônica, blogs e cheques soltos na praça com anotação de telefone residencial no verso etc. Tendo o fator surpresa a seu favor, o bandido pede para que a vítima da extorsão não informe a polícia e dá ordens sobre a entrega do dinheiro.

Um disfarce também costuma ser usado pelo bandido na abordagem por telefone.  O marginal se passa por um policial ou bombeiro e conta que um familiar ou cônjuge se envolveu num acidente. Depois começa a pedir dados para confirmar a identidade da vítima. No meio da conversa, ele revela que está mantendo o familiar como refém.

O modus operandi tem suas variações, mas em todos os casos o bandido se aproveita do susto e choque de quem está do outro lado da linha para lograr êxito no golpe. O Grupo Anti-Seqüestro da Polícia Civil de Goiás dá algumas dicas de como evitar cair no golpe:

  • Jamais tente resolver um seqüestro sozinho, mesmo que desconfie que seja falso; Procure contatar seu familiar;

  • Atenção para ligações de supostos funcionários das operadoras de telefonia fixa ou móvel, principalmente se pedirem ao usuário para digitar determinados códigos no aparelho. Na dúvida, desligue e contate a operadora;

  • Instrua as crianças e diaristas para não passar informações a estranhos;

  • Não coloque o telefone residencial no verso de cheques;
    Desconfiando ou não de um seqüestro, contate a Polícia.

 

Ed.106_04/03/2006 



 


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