Ano VIII nº 118 -

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31 de maio - Dia Mundial sem Tabaco

Controle do tabaco, questão de saúde bucal

O tabagismo mata 5 milhões de pessoas por anos no mundo. O câncer bucal
e a doença periodontal estão entre os mais significantes efeitos do tabaco.
Profissional de saúde tem importante papel no controle do fumo, para
promoção de saúde e prevenção de danos

O Dia Mundial Sem Tabaco deste ano, comemorado nesta quinta-feira, 31 de maio, segue o tema Ambientes Livres da Fumaça, para alertar sobre a exposição aos malefícios do fumo a que os não-fumantes também são submetidos. A ocasião também é boa para lembrar aos profissionais de saúde do seu importante papel como orientador e educador no controle do tabaco. Os cirurgiões-dentistas, em especial, têm motivos de sobra para desencorajar o tabagismo, já que o hábito causa muitos e sérios problemas para a saúde bucal.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabaco hoje é responsável por 5 milhões de mortes por ano no mundo e também a principal causa de morte evitável do mundo. Acredita-se que metade dos fumantes regulares, cerca de 650 milhões de pessoas, poderão morrer por causa de alguma doença relacionada ao tabaco.

A dimensão dos sérios males que o tabagismo provoca é melhor compreendida pelo grande

número de doenças associadas a ele, como diversos tipos de câncer (pulmão, bucal, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo de útero); doenças periodontais; coronarianas (angina, infarto do miocárdio); e pulmonares (bronquite, enfisema, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC); impotência sexual no homem; complicações na gravidez; aneurismas arteriais; úlcera do aparelho digestivo; trombose vascular, e outras.

Além disso, evidências atuais indicam que cada órgão do corpo é afetado pelas mais de 4.700 substâncias tóxicas presentes no cigarro, como nicotina, monóxido de carbono e o alcatrão, influenciando também na ocorrência de catarata, pneumonia, leucemia, câncer de estômago e problemas no sistema reprodutivo.

Conseqüências bucais – O tabaco e sua fumaça têm contato direto com o meio bucal, provocando evidentes problemas estéticos e sistêmicos. Essa relação direta e clara torna o cirurgião-dentista ainda mais responsável por orientar seus pacientes sobre os males que o tabaco causa à saúde bucal e geral e incentivá-los a parar.

Segundo a Federação Dentária Internacional (FDI), os efeitos mais significantes são o câncer bucal – sendo o tabaco o maior fator de risco para esse tumor -, aumento na severidade e extensão das doenças periodontais e prejuízos na cicatrização de lesões. Além desses, o fumo causa doenças e

lesões na mucosa bucal, que podem progredir para câncer, mau-hálito, perda prematura de dentes, manchas escurecidas no esmalte, restaurações e próteses, e ainda prejudica o paladar, o olfato e o sucesso de procedimentos implantodônticos.

Tabaco X saúde bucal

A Federação Dentária Internacional (FDI) e Organização Mundial da Saúde (OMS) produziram em conjunto o guia Tobacco or Oral Health, voltado a profissionais de saúde bucal. A publicação traz dados e informações gerais sobre o tabaco e seus efeitos na saúde geral do indivíduo, e orienta e incentiva os profissionais a participarem do movimento para controle do tabaco.

Acesse o faça o download do guia em: http://www.fdiworldental.org/
public_health/assets/Tobacco/
Tobacco_or_Oral_Health.pdf

Livre de fumaça – O Dia Mundial Sem Tabaco foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 1987, com o objetivo de chamar a atenção da mídia e da população para os males causados pelo tabaco à saúde e estimular a reflexão em torno das leis de regulamentação da produção, propaganda e consumo. O tema da data este ano é Ambientes Livres da Fumaça, alertando para a exposição passiva dos não-fumantes, entre eles crianças e jovens, aos malefícios do fumo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seguindo o tema da comemoração e também uma tendência que já ocorre em países da Europa, propôs resolução que determina o funcionamento de salas destinadas exclusivamente para o uso de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos derivados do tabaco. Essa regulamentação permitirá que o fumo seja totalmente proibido em bares, restaurantes, danceterias ou qualquer outro local fechado, público ou privado, já que os usuários deverão fumar somente nos espaços reservados para esta finalidade.

 Atualmente, o uso desses produtos só é permitido em áreas ao ar livre ou em ambientes coletivos convenientemente arejados. Com o novo regulamento proposto pela Anvisa, deverão ser obedecidos requisitos mínimos para o funcionamento das salas exclusivas para fumar, que deverão possuir, por exemplo, sistema de climatização específico e seus materiais e mobiliário devem ser feitos de materiais não combustíveis e que minimizem a absorção da fumaça. Além disso, no interior da sala serão proibidas atividades de entretenimento, o consumo de produtos alimentícios e a comercialização de derivados do tabaco, entre outras restrições. As salas ainda devem ter frases e imagens de advertência definidas pela Anvisa e no mínimo 4,8 metros quadrados e, pelo menos, 1,2 metro quadrado por fumante. Segundo a resolução, o acesso a esses locais será proibido para menores de 18 anos.

 

Ed118_ 25/5/2007


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