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Hepatites: desinformação,
o obstáculo para o controle
19 de maio é o Dia Nacional de Luta contra as hepatites virais.
Informação, uma das armas para se proteger e orientar seus pacientes.
No dia 19/5 é comemorado o Dia da Divulgação da hepatite C. No Brasil, a
data é celebrada como Dia Nacional de Luta contra as hepatites virais,
consideradas doenças silenciosas consideradas graves e até fatais. A
informação é uma das armas que os profissionais de saúde, entre eles o
cirurgião-dentista, tem tanto para se proteger da transmissão como para
orientar seus pacientes sobre prevenção e riscos da hepatite B (doença
grave que pode ser prevenida), hepatite C (que atualmente mata mais que
Aids) e esteato hepatite (doença grave), chamadas de doença silenciosa.
Destaque, também, sobre o critério adotado para ordenar os transplantes de
fígado no Brasil, que passou do cronológico para o de gravidade e ainda é
discutido.
Quando não tratadas, as hepatites podem causar cirrose, câncer, ou
necessidade de transplante de fígado e, em alguns casos, levam à morte do
paciente, segundo o médico hepatologista João Galizzi, presidente da
Sociedade Brasileira de Hepatologia.
Informações utilidade pública que podem ser repassadas para seus
pacientes:
Hepatite A
é uma infecção viral aguda, geralmente autolimitada, mas que pode evoluir
de forma grave, com hepatite fulminante, que necessita de transplante
hepático A contaminação acontece pela ingestão de água ou de alimentos que
albergam o vírus da hepatite A, principalmente vegetais crus ou frutos do
mar como ostras e mariscos,, estando relacionada com deficiências no
saneamento básico, pois o vírus é eliminado pelas fezes, sobrevivendo em
temperatura ambiente e mesmo em alimentos congelados . Seus sintomas podem
assemelhar-se aos de uma gripe ou evoluir sem sintomas. Existe vacina para
prevenir a doença. Na fase aguda não há tratamento específico.
Hepatite B
é uma doença grave que pode ser prevenida através da vacinação e da
profilaxia. Muitos jovens, hoje na faixa etária entre 13 e 16 anos, não
foram vacinados contra hepatite B e por estarem em fase de iniciação
sexual, por desconhecimento e falta de prevenção, são sérios candidatos à
doença, o que é preocupante. A contaminação ocorre predominantemente por
contato sexual, mas também é possível através de materiais cortantes ou
perfurantes contaminados por sangue, como agulhas, durante a colocação de
um simples piercing ou ao se fazer uma tatuagem (pela agulha ou pó da
tinta). Até 1981 não existia vacina contra Hepatite B em nosso país. Foi
apenas em 1995 que passou a ser produzida no Brasil. As formas crônicas da
hepatite B precisam ser diagnosticadas precocemente, pois existe
tratamento eficaz para controlar a doença.
Hepatite C, embora recentemente diagnosticada, já é um problema de
saúde pública mundial. Epidemia silenciosa, a Hepatite C é uma doença
perigosa, pois raramente apresenta sintomas, e pode destruir o fígado
lentamente. Existem cerca de 200 milhões de pessoas cronicamente
infectadas no mundo, sendo que, no Brasil, estima-se que sejam cerca de
2 a
3 milhões. A doença é contraída principalmente por sangue ou material
contaminado pelo sangue, ou transfusões, feitas antes de 1993, quando se
iniciou a detecção dos marcadores do vírus em doadores de sangue. Ainda
não existe vacina para esse tipo de hepatite, embora haja pesquisas
em andamento. Juntamente
com o alcoolismo, a Hepatite C é a principal causa de cirrose hepática e
de transplantes de fígado no mundo, podendo também causar câncer primitivo
de fígado. Dados recentes nos Estados Unidos sugerem que no último ano a
mortalidade anual decorrente da hepatite C (através da cirrose ou do
câncer) – cerca de 10.000 óbitos - já superou a mortalidade anual pela
AIDS. É possível que isto esteja ocorrendo também no Brasil, embora não
haja dados oficiais.
Esteato Hepatite,
conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma doença que aumenta
assustadoramente em todo o mundo, inclusive no Brasil, e já é considerada
um problema de saúde pública. Por ser uma doença silenciosa, como as
hepatites B e C, é perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no
fígado, mesmo sem ingestão alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns
casos, câncer de fígado.
Ed118_ 19/5/2007
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