Ano VIII nº 118 -

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Hepatites: desinformação,
o obstáculo  para o controle

19 de maio é o Dia Nacional de Luta contra as hepatites virais. Informação, uma das armas para se proteger e orientar seus pacientes.

No dia 19/5 é comemorado o Dia da Divulgação da hepatite C. No Brasil, a data é celebrada como Dia Nacional de Luta contra as hepatites virais, consideradas doenças silenciosas consideradas graves e até fatais. A informação é uma das armas que os profissionais de saúde, entre eles o cirurgião-dentista, tem tanto para se proteger da transmissão como para orientar seus pacientes sobre prevenção e riscos da hepatite B (doença grave que pode ser prevenida), hepatite C (que atualmente mata mais que Aids) e esteato hepatite (doença grave), chamadas de doença silenciosa. Destaque, também, sobre o critério adotado para ordenar os transplantes de fígado no Brasil, que passou do cronológico para o de gravidade e ainda é discutido.

Quando não tratadas, as hepatites podem causar cirrose, câncer, ou necessidade de transplante de fígado e, em alguns casos, levam à morte do paciente, segundo o médico hepatologista João Galizzi, presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

Informações utilidade pública que podem ser repassadas para seus pacientes:

Hepatite A é uma infecção viral aguda, geralmente autolimitada, mas que pode evoluir de forma grave, com hepatite fulminante, que necessita de transplante hepático A contaminação acontece pela ingestão de água ou de alimentos que albergam o vírus da hepatite A, principalmente vegetais crus ou frutos do mar como ostras e mariscos,, estando relacionada com deficiências no saneamento básico, pois o vírus é eliminado pelas fezes, sobrevivendo em temperatura ambiente e mesmo em alimentos congelados . Seus sintomas podem assemelhar-se aos de uma gripe ou evoluir sem sintomas. Existe vacina para prevenir a doença. Na fase aguda não há tratamento específico.

Hepatite B é uma doença grave que pode ser prevenida através da vacinação e da profilaxia. Muitos jovens, hoje na faixa etária entre 13 e 16 anos, não foram vacinados contra hepatite B e por estarem em fase de iniciação sexual, por desconhecimento e falta de prevenção, são sérios candidatos à doença, o que é preocupante. A contaminação ocorre predominantemente por contato sexual, mas também é possível através de materiais cortantes ou perfurantes contaminados por sangue, como agulhas, durante a colocação de um simples piercing ou ao se fazer uma tatuagem (pela agulha ou pó da tinta). Até 1981 não existia vacina contra Hepatite B em nosso país. Foi apenas em 1995 que passou a ser produzida no Brasil. As formas crônicas da hepatite B precisam ser diagnosticadas precocemente, pois existe tratamento eficaz para controlar a doença.

 Hepatite C, embora recentemente diagnosticada, já é um problema de saúde pública mundial. Epidemia silenciosa, a Hepatite C é uma doença perigosa, pois raramente apresenta sintomas, e pode destruir o fígado lentamente. Existem cerca de 200 milhões de pessoas cronicamente infectadas no mundo, sendo que, no Brasil, estima-se que sejam cerca de 2 a 3 milhões. A doença é contraída principalmente por sangue ou material contaminado pelo sangue, ou transfusões, feitas antes de 1993, quando se iniciou a detecção dos marcadores do vírus em doadores de sangue. Ainda não existe vacina para esse tipo de hepatite, embora haja pesquisas em andamento. Juntamente com o alcoolismo, a Hepatite C é a principal causa de cirrose hepática e de transplantes de fígado no mundo, podendo também causar câncer primitivo de fígado. Dados recentes nos Estados Unidos sugerem que no último ano a mortalidade anual decorrente da hepatite C (através da cirrose ou do câncer) – cerca de 10.000 óbitos - já superou a mortalidade anual pela AIDS. É possível que isto esteja ocorrendo também no Brasil, embora não haja dados oficiais.

Esteato Hepatite, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma doença que aumenta assustadoramente em todo o mundo, inclusive no Brasil, e já é considerada um problema de saúde pública. Por ser uma doença silenciosa, como as hepatites B e C, é perigosa e até mesmo fatal. O acúmulo de gordura no fígado, mesmo sem ingestão alcoólica, pode causar cirrose e, em alguns casos, câncer de fígado.

Ed118_ 19/5/2007



 

 


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