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Carnaval 2007
Já falou com seu dentista sobre sexo?

Ao
contrário do que muita gente pensa, sexo oral também é um caminho para
contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). E em alguns casos,
uma DST oral pode ser até mais difícil de diagnosticar e tratar. O
cirurgião-dentista pode reconhecer os sintomas orais de uma DST e instruir
o paciente a procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.
O alerta é do consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia
(ABO Nacional), Pantelis Varvaki Rados. Ele também é professor de
Patologia Básica do Departamento de Odontologia Conservadora da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Desconhecimento
Segundo
a literatura científica internacional, muitos pacientes sequer consideram
sexo oral como um autêntico intercurso sexual. Uma pesquisa publicada no
jornal da Academia de Odontologia Clínica Geral dos EUA em 2002 revela que
60% dos universitários entrevistados não consideravam o contato
oral-genital como prática sexual. E mais de 55% dos adolescentes
consultados admitiram praticar atos de sexo oral.
Noventa
por cento dos que contraíram o componente oral de uma DST – como gonorréia
– eram provavelmente assintomáticos (não apresentam sinais evidentes de
contágio). Os outros 10% exibiam sintomas como inflamação ou edema
gengival e hemorragia. Estes sintomas lembram os sinais de outra doença, a
dolorosa gengivite necrosante ulcerativa. Esta doença, ao contrário da
gonorréia, tem um odor desagradável.
Números das DSTs
Alguns
pacientes com manifestações orais de DSTs também apresentam sintomas
parecidos com os de uma gripe. È possível ainda que uma DST possa
permanecer assintomática na boca.
Segundo
dados do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde referentes
a 2003. a sífilis acomete 937.000 pessoas; gonorréia, 1.541.800; clamídia,
1.967.200; herpes genital, 640.900; e HPV, 685.400.
Para
reduzir o risco de contaminação através de sexo oral, a Associação
Brasileira de Odontologia (ABO Nacional) orienta os pacientes a seguir as
instruções das autoridades de saúde: praticar sexo seguro e usar camisinha
ou barreira de látex.
Beijos
no carnaval
O
carnaval vem aí e além de pular bastante muito súdito de Momo gosta de
“ficar” com o maior número de parceiros casuais possível. Porém, a
Associação Brasileira de Odontologia alerta sobre o risco da
promiscuidade. Existem vários tipos de doenças potencialmente
transmissíveis pelo beijo. A mononucleose (doença do beijo), cárie,
gengivite, candidíase (sapinho), herpes labial, tuberculose, hepatite e
até as sexualmente transmissíveis como a sífilis e a gonorréia podem
passar de um “ficante” a outro.
Prevenção no CD
Para não
ter surpresas desagradáveis pós-carnaval, a ABO recomenda aos foliões
cuidar bem da higiene bucal e visitar regularmente o dentista. Um exame
clínico de rotina é capaz de identificar os primeiros sintomas das
manifestações bucal de DSTs, por exemplo.
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Sinais |
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As
manifestações orais das DSTs mais comuns ou doenças que podem ser mais
facilmente transmitidas pelo beijo são: |
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Candidíase |
áreas brancas na mucosa que, quando raspadas, deixam a mucosa vermelha
e sangrante |
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Gengivite |
gengivas vermelhas e sangrantes, raramente dolorosas |
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Gonorréia |
vermelhão, ardência e prurido na mucosa, raramente faz feridas |
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Mononucleose |
petéquias (pequenas manchas vermelhas) no palato, aumento de volume da
garganta. Estes sinais costumam ocorrer após um mês do contágio |
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Sífilis |
ferida indolor no lábio ou língua. Presença de íngua no pescoço |
Ed115_ 7/2/2007
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