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Vida longa aos bem-casados
É
fato: em média, pessoas bem-casadas adoecem menos e vivem mais do que as
solitárias.
Eventos devastadores, como a morte de um filho, não aumentam a
mortalidade nos anos seguintes entre pais casados, mas aumentam entre
aqueles já divorciados ou viúvos na época da perda, que não contavam com
o apoio de um cônjuge. Entre pacientes com doenças cardíacas graves, a
taxa de mortalidade é três vezes maior entre aqueles que não contam com
o apoio social de amigos íntimos e cônjuges.
Pessoas socialmente isoladas têm o sistema de resposta ao estresse
exageradamente ativo, o que provoca hipertensão, leva à formação de
placas nas artérias e aumenta a chance de doenças cardíacas. Viver
sozinho pode ter um impacto negativo sobre a longevidade tão grande
quanto fumar, ser hipertenso, obeso ou sedentário - tudo, aliás, devido
ao estresse crônico.
Ed113 23/10/2006
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