Ano VIII nº 115  -

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Feridas orais curam mais devagar em mulheres e idosos, diz estudo

Feridas na boca curam mais devagar em mulheres e idosos, informa um estudo da Universidade de Illinois em Chicago (EUA). “Enquanto feridas na pele curam mais rápido em mulheres do que homens, nosso estudo sugere que o oposto é verdade quando se trata da cura de ferimentos dentro da boca”, diz o chefe de Periodontia da Faculdade de Odontologia, Phillip Marucha. A informação é bastante útil para cirurgiões.

 “Há um número crescente de procedimentos cirúrgicos sendo realizado em populações mais velhas”, diz Marucha. “Uma ênfase maior precisa ser dada na aceleração do processo de cura. Descobrir as razões atrás das diferenças de sexo e idade nos ajudarão a melhorar o tratamento e o tempo de recuperação poderá ser diminuído”, explica.

O estudo consistia em criar uma pequena cirurgia circular do tamanho de metade do diâmetro de um lápis, entre o primeiro e segundo molar de 212 homens e mulheres voluntários com idade entre 18 e 35 anos e 50 a 88 anos. As feridas foram videografadas ao mesmo tempo por sete dias consecutivos para monitorar a cicatrização.

A testosterona pode ajudar as feridas bucais a se curarem mais rápido em homens, segundo Christopher Engeland, um dos autores do estudo. Ele afirma que a testosterona é um importante hormônio antiinflamatório abundante na saliva.

Mulheres são geralmente mais propensas a doenças antiinflamatórias, como artrite reumatóide, lembra Engeland. Na pele, as feridas nas mulheres cicatrizam mais rápido em parte porque a inflamação favorece o fechamento mais rápido. “Quanto mais inflamação a pessoa tem dentro da boca, mais devagar as feridas parecem se curar”, diz o autor. “Estamos surpresos em aprender que as feridas bucais saram mais lentamente em mulheres do que em homens. É uma das poucas vezes no campo da cura em que homens levam vantagem sobre a mulher”, diz.


Ed.115_1 7/02/2007





 


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