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Estudo verifica relação entre Um estudo, publicado na edição de outubro do Journal of Periodontology (JOP), estabelece uma relação entre a doença periodontal e o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. Segundo a pesquisa, pessoas que perderam alguns ou todos os seus dentes ou que tiveram significativa perda óssea e tecidual ao redor dos dentes podem ter maior propensão de sofrer um AVC. A pesquisa, realizada por especialistas da Universidade de Boston (EUA), investigou essa relação em pacientes com idade a partir dos 60 anos. Assim, foi verificado que o grupo formado por edêntulos totais ou parciais e por quem tem perda tecidual apresentou maior número de históricos em AVC do que os pacientes com melhor saúde bucal. Apesar disso, os pesquisadores também chamam atenção para o fato de que os resultados desse estudo não deixam claro se a doença periodontal é um fator de risco diretamente ligado ao AVC ou, simplesmente, é um dos efeitos negativos de fatores de risco comuns ao AVC e à doença. Os pesquisadores também incluíram no estudo, como fatores de risco adicionais, idade, fumo, hipertensão, diabetes, ingestão de álcool, níveis de proteína C-Reativa (CRP, entre outros. Associações diversas O estudo da Universidade de Boston vem juntar-se a outros que já indicaram evidências da associação entre a periodontite severa e o maior risco de formação de placas de aterosclerose, responsáveis pelo infarto do miocárdio e o AVC isquêmico. De acordo com pesquisas publicadas anteriormente no JOP, essa relação poderia estar ligada a níveis altos da proteína C-Reativa (CRP) em pacientes com doença periodontal. No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas sobre o tema para que o tratamento periodontal seja considerado uma forma de controlar a inflamação sistêmica. Conforme os resultados de outro estudo publicado também na edição de outubro do JOP, os níveis de CRP podem ser reduzidos pelo tratamento periodontal, como a raspagem e aplainamento radicular. Segundo o presidente da American Academy of Periodontology (AAP), Preston D. Miller, estudos que avaliem métodos adicionais, como raspagem e aplainamento radicular repetidos ou intervenções cirúrgicas, são necessários para demonstrar conclusivamente que os níveis de CRP podem ser melhorados pelo tratamento periodontal. Mais informações: www.perio.org
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