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Paciente de mentira sofre de verdade
Robôs que respiram, sangram e podem morrer se o socorro prestado não for eficiente. Eles reagem a qualquer alteração física e química, para que profissionais de medicina, fisioterapia e enfermagem possam treinar o atendimento, principalmente dos casos de menor incidência nos hospitais. Esta tecnologia do Centro de Treinamento Berkeley, uma das maiores unidades de simulação em saúde do mundo, foi apresentada neste mês durante a Hospital Business 2006, no Rio de Janeiro. Durante as apresentações, um paciente cibernético chega para o atendimento com um histórico de acidente, dados pessoais e ferimentos feitos por maquiagem de efeitos especiais (similar à usada no cinema), para mostrar a realidade de uma sala de emergência. “A idéia é fazer com que os profissionais esqueçam que estão tratando de um robô e levem o salvamento a sério, como se fosse uma pessoa. A programação do paciente cibernético é tão complexa que considera idade, sedentarismo, obesidade e até o uso de drogas. Criamos todo um clima de hospital, com barulho ambiente, para tornar o cenário o mais real possível”, explica o gerente administrativo do Centro, Bernardo Schubsky. Jason (para atendimento de trauma), Sam (terapia intensiva) e Sharon (ultra-sonografia) são os principais robôs do Centro de Treinamento Berkeley, que também trabalha com manequins de última geração de ressuscitação e entubação. São nove ambientes para simulação de atendimento: sala de ressuscitação, sala de trauma, videolaparoscopia, centro cirúrgico, CTI, sala de ultra-som, dois auditórios anexos às salas de simulação, unidade coronariana e UTI neonatal. Mais informações sobre essa tecnologia em simulação podem ser obtidas no site www.treinamento-berkeley.com.br.
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