Ano VII nº 115 -

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Lucrar é o melhor remédio

Depois de um período de convalescença, o mercado farmacêutico reage. A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) informa que o setor de medicamentos cresceu 6,21%, passando para R$ 21,56 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2006. Em igual período de 2005 os laboratórios faturaram R$ 20,3 bilhões. Em volume, a indústria apresentou crescimento de 2,3% nos 11 meses de 2006. Foram 1,51 bilhão de unidades contra 1,47 bilhão de caixas comercializadas em período similar no ano retrasado. O Brasil é o nono colocado no ranking do mercado mundial. Já esteve em sétimo.

O pior já passou e já se fala em recuperação. A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) estima crescimento de 8% em 2007, o que significa  R$ 22,3 bilhões em 2007, no varejo. Já em volume, a previsão é de alta de 3,5%, para 1,47 bilhão de unidades.

Novas tecnologias acopladas à produção e incremento da renda são apontadas pelos cartolas do setor como fatores para o desempenho nos balcões de farmácias. O controle de preços e a burocracia e demora na aprovação de pesquisas clínicas, por sua vez, são indigitados como dois dos maiores responsáveis pelo reumatismo do mercado e prevêem um aumento de 1% nas etiquetas dos remédios. Por causa destes entraves, Argentina e México papam os investimentos em desenvolvimento de produtos que poderiam ser feitos no Brasil. A sangria está desatada.

Pelo visto, os fármacos, por melhor que sejam preparados, ainda vão dar muita dor de cabeça para a população que necessita de remédios para tratamento de doença crônicas, principalmente os pensionistas do INSS. 




 


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