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Além dos quadros
clínicos conhecidos, a moderna psicologia se ocupa com o lado sadio da
mente, como o autoconhecimento, a competência emocional e a
auto-estima, ingredientes essenciais para a sobrevivência e a
qualidade de vida em nossos tempos.
Na vida moderna,
as mudanças e transformações ocorrem com alucinante rapidez. A solução
encontrada hoje se torna o problema de amanhã. Convivemos com níveis
de estresse impensáveis décadas atrás, geradas pela necessidade de
adaptação constante, face à obsoletização imediata gerada pelo próprio
progresso tecnológico.
Para fazer frente
a estas pressões e exigências, para usufruir o conforto do progresso
que ajudamos a desenvolver e conquistar a qualidade de vida que
merecemos, necessitamos de um equipamento psíquico eficiente.
Almejamos sucesso pessoal, profissional, social, mas, principalmente,
sucesso como seres humanos.
Mais que nunca o
investimento em competência emocional é valorizado.
Competência
emocional é a capacidade de identificarmos nossas emoções e
sentimentos, de expressá-los adequadamente, de lidar com eles a nosso
favor, mas não em detrimento do próximo, de conter nossos impulsos, de
adiar a gratificação imediata em função de metas de médio/longo prazo
e de desenvolver estratégias que nos permitam enfrentar situações
novas com eficiência, transformando-as em desafios e motivação.
Num mundo
competitivo, a diferença entre o sucesso e o fracasso pode ser o
detalhe. Competitividade vem de competência, que não é algo que “a
gente tem e pronto”. É algo trabalhado, desenvolvido no dia-a-dia e
que requer, mais do que habilidade técnica, habilidade emocional.
Competência
emocional não é “ausência de problemas”, mas desenvolvimento da
capacidade de solucioná-los, na medida em que ocorram.
Mais que um “dom”,
é uma conquista. Algo como uma “alfabetização emocional”. Identificar
nossas emoções e lidar adequadamente com elas. De tornar nosso
comportamento previsível, submetendo a ilogicidade ao controle da
razão.
Esta é a
finalidade da psicoterapia.
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